domingo, 20 de janeiro de 2019

Maturidade Política - Brasil vs Argentina

Presidente Jair Bolsonaro e presidente argentino, Maurício Macri. — Foto: ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO CONTEÚDO 

   Pelo jeito, parece que toda liderança que se faz sobre um discurso de "luta contra a corrupção" não passa de um embuste. Foi assim com Collor, é assim com Bolsonaro. O "Mito" foi eleito sem ter nada a oferecer: nenhuma formação intelectual excepcional, nenhuma carreira brilhante nem como militar nem como político, nenhuma "história de sucesso", nenhum conhecimento aprofundado em nada. A única coisa que ele tinha a oferecer é:

- Um moralismo repetitivo e superficial que apela ao dogma mais do que à razão, e usa o conceito de "família" pra gerar um apelo afetivo tão plástico quanto;
- Um senso de cruzada ideológica que fede a naftalina;
- Puritanismo artificial, recheado frases de efeito apelando ao atraso cultural e aos baluartes do fanatismo religioso, a quem Bolsonaro fez largas concessões em troca de apoio;
- Memes de internet que geram euforia num senso comum carente e infantiloide que acredita em super herói (Moro); 
 - MUITAS mentiras para criar inimigos comuns (movimentos sociais, população LGBT, esquerda e professores) e inflamar o senso comum reacionário contra "subversões", tais como a fábula do "kit gay", antes da campanha, e o boato das mamadeiras de glande durante ela;
- Venda de ilusões de empoderamento para uma geração que não aceita que o mundo lhes dê limites - vide o lobby incessante pelo armamento da população, que se levado a cabo pode causar um caos social irreversível;

   Sim, com todos os problemas da vida real se abatendo sobre a vida dos cidadãos, o Brasil elege como presidente um meme de internet.

  Na Argentina, a população, há muito mergulhada em uma crise econômica, também elegeu um arquétipo de "paladino da justiça", ainda que muito menos enfático e instável que o daqui, que nas primeiras oportunidades que teve, lançou mão do poder para favorecer seus grupos em detrimento do bem estar das classes trabalhadoras.

   A diferença é que, ao perceberem-se o atacados pelo engodo que puseram lá, os argentinos reagiram, se organizaram, fizeram greve geral. Não se trata de um determinismo cultural que sugira que isto se passa porque "O Brasil é assim e a Argentina é assado". A luta também está na cultura e na história do povo brasileiro. E em vários momentos, fizemos acontecer.


   A geração que ergueu e derrubou, por exemplo, Collor de Mello também se inflamou na campanha,  também foi na onda, e também endossou uma fraude, mas quando confrontada com a trapaça e a situação espúria à qual estava agora submetida, resistiu à sua maneira, e venceu. 

  A qualquer pessoa sensata já está bem evidente o tamanho do enrosco no qual o Brasil se meteu, mas diferente de 1992, nos parece que os apoiadores do "Capitão", quando a realidade os confronta, preferem fechar os olhos, tampar os ouvidos e gritar "lalalá". Dói a qualquer um admitir que se está errado, ainda mais depois de ter-se entregado ao apoio frenético e incondicional a uma pessoa como aconteceu, depois de ter espumado, xingado, brigado na família e desfeito amizades por causa do "Mito". Parece que antes mesmo da eleição, ele já estava afetar suas vidas negativamente. Renunciou-se a vínculos afetivos, abalaram-se relacionamentos. Tudo tão doloroso de certa forma, mas com uma recompensa, o sentimento de vitória e vingança sobre aqueles que não embarcaram em sua onda pela "mudança". Houve foguetório, provocações, palavras de ordem, hashtags, como uma final de Copa do Mundo ou um gigantesco entrudo fora de época. 

  Mas agora a festa acabou, a ressaca veio, e a realidade se impôs como sempre faz, mas os agressivos entusiastas do novo presidente não deram a si a chance de voltar atrás, agora estão presos na fantasia, e a capacidade de tolerância à frustração é baixa demais pra suportar a dor que vai causar uma simples encarada aos fatos. Vemos cada vez mais silêncio, as energias gastas na euforia não sobraram pra se indignar com a rasteira que lhes foi dada, essa mesma realidade, quando vem inteira de uma só vez, congela, paralisa. Rever posições, se reinventar é muito difícil. No mundo de hoje, já não se pede desculpas.

  Há ainda aqueles para quem a realidade pouco importa, estes continuam gritando e soltando espuma. A cada trespasse e crítica ao seu "Mito", vociferam palavrões e insultos, que lhes dão a ilusão de vencer o debate, embora o silêncio da contraparte seja muito mais pela simples indisposição em engajar-se na baixaria. Esses são indivíduos que mudaram de círculo, de ideias e personalidade na defesa de uma pessoa, e por ele arrefeceram suas convicções e seus valores pessoais. Aqueles que antes tinham "tolerância zero" à corrupção agora se contentam com as migalhas dos próprios ideais, a dizer muito vagamente que "tudo bem, o PT roubou mais". Embora os dias de governo do Partido dos Trabalhadores estejam cada vez mais distantes (se passaram quase 3 anos), e a orientação política do governo brasileiro tenha sido radicalmente alterada pelo subsequente governo de Michel Temer (do qual Bolsonaro busca em grande parte uma continuidade), tudo ainda se justifica através da evocação do nome do PT e de Lula (embora, como os mesmos adoram repetir, ele já esteja há quase um ano preso). O silogismo em suas mentes impera indestrutível, é coisa de Cruzada, todos aqueles que não estão ao lado do "Mito" são "Petistas", e Petistas são inimigos naturais.

   O que vemos, na maioria das vezes, é que esta é uma sociedade com dor, que se enganou, e que luta pra entender e reconhecer os próprios erros. Foi uma eleição muito agressiva, mais do que qualquer outra que eu, nesses 28 anos de vida, já tenha visto. Uma campanha em clima de antagonismo bélico, na qual nada se poupou para atingir o inimigo. Agora, ao desmoronar dos ídolos, muita gente não lembra nem quem era antes, e vai depender de muito trabalho e reflexão pra que possa se reencontrar, outros vão continuar raivosos, na defesa de um ícone que muito pouco apreço demonstrou por eles.
 
   Vai ser árduo, mas frente a tudo o que está a e para acontecer, afetando a vida de todos diretamente, vamos ver quanto murro aguenta a ponta dessa faca...

sábado, 17 de março de 2018

An Alternative Ending for Harry Potter



 Harry Potter "dies" while fighting in Hogwarts. As the echo of the last "Avada Kedavra" resounds, in the following scene, a nurse, in a white room, is quietly preparing a syringe with a combo of calmants. Harry wakes up on a white bed, he can't say anything, just mumble some obtuse grunts. He is in St. Brutus, and the effects of the medication that keeps him under control have just worn off. Standing by the side of the bed, there are Mr. and Mrs. Dursley, looking at their nephew with eyes of uncomforted and tender compassion. Hogwarts, the witches, his Gryffindor friends, everything, was no more than a delirious fantasy of his chronically ill mind. Harry squeals a bit while the nurse gives him a new injection, and mrs. Dursley, petting his forehead, whispers: "It's all okay, sweetheart... You'll sleep soon...", Harry moves his head and silently calms down with his eyes yet wide open. 
- He has been quite agitated during last nights. - says the nurse.
- Poor him, have you changed the drug's administration? - inquires mr. Dursley.
- Yes, dr. Valdemar recommended something stronger, but I think he is going to handle it well. He is a good patient. I think we will be able to give him better hours of sleep. Actually, it has already been showing some positive results: He stopped choking, and is not drooling so much anymore- replies the nurse with a polite smile, removing her surgical gloves.
- Yes, that's all we can do... - sobs mrs. Dursley.
 In the next scene, they gently close the door and leave. Wrapped in his white hospital blanket, Harry Potter falls asleep. He is ready to start a new adventure.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Leave it for Tomorrow

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Leave it for tomorrow
You might as well do it today
Because tomorrow I know you're postponing again
And you know well how time runs away
But you do nothing to grab it

Yet another day and you did nothing
One day more, you think it's alright
Comes another day and all repeats itself
And you let it be all the same

Leave it for tomorrow
You might as well live today
Because tomorrow you don't even know if you'll be here
Oh, you know well how life runs away
Even from those who say they're here to stay

Yet another day and you lived nothing
You let the days go by unchanged
When you think of the time you've lost
Then you want to, but it's too late

Leave it for tomorrow
Let it be, don't do today
Because tomorrow, everything might be alright
Oh, you know well how work runs away
Even from those who say they want to work

I know you have been searching around
For this post that fits you well
The ones that show up, you don't get to like
And the ones you do are already taken

Sunday Driving by Ricardo Lopez


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I count no days
But the time is near
Yet my own fear
Is not enough to veer
My train of thoughts
Oh, so queer.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Trova Nonsense - SP

Anões besuntados de óleo
Ovelhas de cinta-liga
Azeite de oliva na cara
Catupiry na barriga
Se elefante voasse
Seria o rei dos insetos
Mas como elefante não voa
Não é o rei dos insetos

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Covering up the real issue



Meryl Streep's speech sounded void and hypocritical. She, as Hillary's supporter, has trouble accepting her defeat. It's really easy to criticize Trump, as the man is a monster with all his flaws openly visible, unlike Clinton, who is a monster in disguise. That was a demagogic speech, appealing to the audience, like if Hillary had ever been a good option.

This kind of speech, though, doesn't go any deeper than that, it doesn't attack the oligarchic bipartisan dictatorship that compels the American people to choose between a xenophobic racist and a genocidal imperialist, who would plunge the country in a number of wars across the world in order to satisfy the interests of the local high bourgeoisie. Hillary, a warmonger sponsered by major capitalists, has already contributed to the murder of thousands of innocent people, and to the devastation laid over entire nations, and, given the chance, she would surely go farther than this.

Trump, Obama, Hillary, Bush, Clinton, are nothing but employees of the highest oligarchies of the United States, without any commitment with their people, who would not think twice before massacring poorer nations and peoples, exploiting them to absolute misery, sponsoring coups d'état, and so on. None of them deserves such a passionate defense.

What should be put on the table is a discussion on the current electoral system, that is just a contest between candidates of the big corporations, in which the interests of people aren't represented by anything. As long as this is not contested, speeches like this will be mere falacy.

sábado, 24 de setembro de 2016

Esse Cara Não Sou Eu

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Impressionante como Roberto Carlos Braga, apesar de capixaba, sempre consegue ser o tipo de homem mais escroto e socialmente daninho que existe, em cada uma de suas músicas. Exemplos são claros:

"Se você põe aquele seu vestido lindo, e alguém olha pra você/ Eu digo que já não gosto dele, que você não vê que ele está ficando demodé/ Mas é ciúme, ciúme de você/.../ Esse telefone que não pára de tocar/ Está sempre ocupado se eu tento lhe falar/ Quero então saber logo quem lhe telefonou/ O que disse, o que queria e o que você falou"
=
O cara se acha no direito de jogar a auto-estima da mulher pra baixo, em nome de uma insegurança idiota que ele sente. Provavelmente ele é daqueles cidadãos que faz o possível pra companheira se sentir o pior possível consigo mesma, pois ele teme que se ela estiver feliz, se achando bonita e de bem com a vida, vá perceber o quão patético ele é, e assim venha a deixá-lo. Dessa forma, o sanguessuga perde o seu suprimento perene de auto-afirmação/ Ele ainda admite sua insegurança doentia e a usa como justificativa pra um comportamento opressor e dissimulado/.../É um machista que enxerga a mulher como posse, e em nome dessa cultura, tem com ela uma abordagem policialesca. Ele claramente não confia na companheira, e deve pensar que, caso ela ache alguém mais interessante, ele realmente vai ter como evitar o merecido pé-na-bunda, e ainda por cima vai sair por aí, choramingando no boteco e afirmando que ela é a "vilã" por ter sido "infiel", como se ele não tivesse feito absolutamente nada pra que ela quisesse se libertar desse tipo de opressão.

"Um cara que pensa em você toda hora/ Que conta os segundos se você demora/ Que está todo o tempo querendo te ver porque não consegue ficar sem você/.../O cara que pega você pelo braço/ Esbarra em quem for que interrompa seus passos/... Que no meio da noite te chama/ Pra dizer que te ama... Esse cara sou eu"
=
Um sujeito fissurado que não tem vida própria/ Ansioso, impaciente e extremamente irritante/ Que ignora completamente que você tem outras coisas pra fazer na vida/ Pra suprir sua necessidade de atenção egoísta/.../Um cara que tem tendências a ser agressivo/ Que vai arrumar encrenca com qualquer outra pessoa com quem você falar/... Que não está nem aí que você está dormindo/ E provavelmente vai ficar tristinho se você devidamente mandá-lo à Mérida... E ainda se orgulha disso.

"Vinha voando no meu carro quando vi pela frente, na beira da calçada um broto displiscente/ Joguei o pisca-pisca para a esquerda e entrei/ A velocidade que eu vinha não sei/ Pisei no freio obedecendo ao coração e parei/ Parei na contramão/ O broto displiscente nem sequer me olhou/ Insisti na buzina, mas não funcionou/ Segue seu caminho o broto sem me ligar/ Pensei por um momento que ela fosse parar/ Arranquei a toda e sem querer avancei o sinal/ O guarda apitou /.../ Falei que foi Cupido quem me atrapalhou/ Mas minha carteira pro xadrez levou /.../ Quando me livrei do guarda o broto não vi/ Mas sei que algum dia ela vai voltar/ E a buzina dessa vez eu sei que vai funcionar"
=
Que experiência terrível deve ter sido pra essa moça passar por isso. O homem utilizando-se de um dos instrumentos mais vinculados à noção de "masculinidade" pela nossa sociedade patriarcal (o carro), para perseguir a vítima. Sim, vítima. Porque, reparando bem na letra da música, o carro faz um percurso razoavelmente longo pra uma história que supostamente se resume a olhares do motorista à pedestre na beira da calçada. Essa moça provavelmente estava correndo, enquanto era perseguida por seu opressor, dotado de um instrumento de imposição e poder, uma blindagem arrogante e covarde que anula qualquer tentativa de reação ou defesa por parte da vítima. Ele mostra desrespeito a quem está à sua volta, quer parecer perigoso, mostrar que "não tem nada a perder". Joga o carro em alta velocidade, buzina, canta pneu, usa de todos os mecanismos de seu aparato para intimidar e se impor à sua vítima, aterrorizando-a. Ela com medo do pior que pode estar por vir, nem sequer olha para trás continuando na sua dramática tentativa de escapar do perseguidor, ele contudo insiste com a buzina, fazendo seu som estridente ser, na cabeça da vítima, um verdadeiro hino de terror/.../Alguém detém o opressor. Aquele que utilizava-se até agora da sua "posição" masculina para fustigar tormentos sobre alguém que não se subjugara com tanta facilidade às suas prerrogativas socialmente lapidadas de "varão". O machista se intimida com a intervenção de outro do seu gênero. Ainda mais se tratado de alguém que serve o aparelho repressor do Estado que o domina (representado na figura do polícia), este, porém, apenas o pune por perturbar o funcionamento da ordem cotidiana do espaço, e não pelo terror que exercia sobre outrém. A vítima por sua vez, se evade do local, aproveitando a sorte de ter seu agressor stunado, pondo-se fora da vista e do alcance do mesmo/.../Contudo, essa mulher infelizmente não está a salvo, pois ao fim da música, na ausência de punição que o pudesse definitivamente deter, seu agressor promete encontrá-la ainda algum dia, e novamente repetir o terror da buzina, esperando disso um resultado que lhe favoreça.

"Bem, vocês me desculpem, mas agora eu vou embora: Existem mil garotas querendo passear comigo. Mas é por causa desse Calhambeque, sabe?! Bye... É... Bye, bye... Vruummmmm"
=
Mais uma vez o automóvel é um instrumento de poder opressivo. Provavelmente aqui visto como um prolongamento, uma prótese da protuberância natural que a sociedade sexista lhe cobra e com a qual a própria natureza não lhe favoreceu. Outro detalhe é o tratamento explicitamente desumanizado dado à mulher nesse trecho. Não são uma nem duas, mas "mil". Um número que o próprio autor desconhece por seu próprio desdém egoístico e machista dado ao gênero oposto, por quem ele tem um interesse muito "coisificado", e a quem ele acredita de forma generalista ser tão estúpido e materialista quanto ele mesmo é.

domingo, 5 de outubro de 2014

Wishes Of Darkness







Here, in the dark of the night, I meet myself;
Looking in the mirror, I see my own image reflected;
A shadow with darken borders, I close my eyes tight and I don't see my metamorphic figure anymore;
But only the shadow projected by the light, like a dark part of myself;
I realize that seeing it pleases and bothers me at the same time, through the howls between the walls of this cave of myself.
Freezing beyond my eyes, but warm and comfortable when I put this silver veil over my eyes, lost in the darkness. 
There are no senses left, but feelings.
I want you closer, at the same time your nearness is so distant and there can't be nothing of touch, it is such an union of intelect, a sharing of virtues;
I don't want to be yours not even for a while because I know that you come to show me new horizons
Where selfishness doesn't fit, and our freedom may grow more and more, just like the necessity of spiritual regroup, takes away our desire everyday;
The words put in different sentences, seem to hit me inside and take me to confusion, when I want to deny myself, I know your struggle for denying or not, is the same.
 I want to be a crystaline wave, burning light, blowing wind, a sweet melody beyond your ears and the cuddling fingers over your hair;
I don't want to be an exaggeration, but I want to be bold, pulsing;
But I don't want, never, allow myself to be yours, so there won't be any locks and walls.
I just want to be natural, free, released and true.
I want our moments together come but don't be eternity, but the reality found in a rock bottom.
I hope my wall to be strong enough for not letting you come in and discover the secret it guards;
 My only wish, to be allowed only in the proper moment, we see each other in either side of this mirror frozen in time, so we can be free for flying together to the unknown.
For it all I don't want you, because I don't wish to be unique,
But the one you'll meet, but you shall never totally find...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ginger



She was sobbing. And, as if the brightness of the day wasn't already enough, she was a redhead.
On the empty street, the stones were like ember at the heat- the head of the girl was like in flames. Sitting on the stairs of her home, she handled. There wasn't anybody in the street, only one random person waiting, uselessly, at the bus stop. As if her patient and submitted look didn't mean enough, the sobs interrupted her constantly, shaking her chin, which was resignedly supported on her hand. What can be made of a sobbing ginger girl? We looked at each other without words, dismay versus dismay. Not a signal of the bus in the desert street. In a land of “browns”, being a ginger was an unwilling riot. What does it matter if someday, her mark would raise an insolent woman's head? For now, she was sitting on those sparkling stairs, at 2pm. Her salvation at that point, was an old and broken bag strap. She held it with an almost marital love, tightening it against her knees.
Then suddenly appeared, her other half in this world, like a lost brother in Grajaú. The possibility of communication appeared from a warm angle of that corner, within an elderly lady, and embodied in the shape of a dog. It was a dachshund, precious and miserable, sweet over his own fatality. It was a ginger dachshund.
There he came, trotting, in front of his owner, dragging his own length. So unwarned, so accustomed, so dog.
The girl opened her eyes, amazed. Softly warned, the dog stopped after her. His tongue was pulsing. They both looked at each other.
Among so many beings that are ready to become owners of other creatures, there was that girl, who seemed to have come to this world just for owning that dog. He quivered mildly, without a bark. She looked at him from behind her fringe, fascinated, serious. How much time was elapsed with that moment? A big sob shook her, tunelessly. He not even moved. She got over her sobs and continued to stare him.
Both had short and red hair.
What have they told each other? Nobody knows. They had only a quick instant of communication, because there was no time for much more. Also, without a word, they asked for each other. They asked for each other with urgency, shyly, astonished.
In the middle of so much of so much vague possibility and so much sun, that dog was the redemption to the red kid. And in the middle of so many streets to be trotted, so many dry culverts- there was that girl, like she was flesh of his very own ginger flesh. They stared at each other deeply, given, absents of Grajaú. One more instant and this floating dream would be broken, yielding, perhaps, to the severity with which they craved for each other.
But they were both committed.
She was committed with her impossible childhood, the center of a naivety that would only go away when she became a woman. He, with his own imprisoned nature.
His owner waited impatiently, under an umbrella. The ginger dachshund finally went away of the girl, and left, like sleepwalking. She was scared with that happening on her hands, in a kind of muteness that neither her father nor her mother would ever understand. She accompanied his way with her two black eyes, which could barely believe, leaning over her bag and her knees, until the dog and his owner turned the next corner.
But he was stronger than her. Didn't look back, not even a single time.

Tobias Eccher

domingo, 27 de abril de 2014

Xenos...

"Brasil é um país acolhedor, aqui todo mundo é bem-vindo, não existe xenofobia! Isso é coisa do pessoal preconceituoso da Europa, EUA e Japão..."- Se você acredita nessas e em outras gilbertofreirices, veja essa situação: Estou lá na Agência do Trabalhador, com uma candidata a vaga de camareira, haitiana, daí ligo pra um conhecido hotel do bairro Mercês e digo: "... Aqui é da Agência do Trabalhador, eu tenho aqui uma candidata que preenche todos os requisitos que vocês pediram...", quando leio o nome da candidata, a responsável pela contratação me interrompe dizendo com voz patolínica: "Sentimos muito, mas nós estamos com uma política de não contratar estrangeiros... Obrigada!". Depois, vendo as muitas letras e poucas vogais do nome da contratadora, pensei: "É... Sua vovó que deve ter vindo lá da Polônia, provavelmente com uma mão na frente e outra atrás, e deve ter ouvido um monte de coisa parecida de muita gente quando chegou aqui, deve estar lá no céu morrendo de orgulho de você..."

segunda-feira, 3 de março de 2014

Conteúdo

Ah, isso aqui já tem quase 7 anos de existência. Eu deixo até o que for vergonhoso.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

We, Barbarians

It's right
A barbarian is made of readen songs and sang books
Of poetries felt, and declaimed kisses
Do not invite him to theatre, he will attend
Do not invite him to serenade, or he will attend
Do not offer him the nightcap, he will accept
Do not provoke him to go beyond limits, he will dare
Do not discuss ideas with him, he will instigate you
Do not ask him a question, you'll get answered
Do not smile to him, you'll get kissed.

domingo, 2 de setembro de 2012

Eleições em Curitiba:


Depois de assistir na íntegra (um tanto atrasado, eu sei) o primeiro debate dos candidatos a prefeito na Band, a primeira impressão é (só opinião, tá?!):

Ratinho Junior-



Papagaio do conservadorismo popular: Apela pra Deus, pra Pátria e pra Família (alguém já viu isso em algum lugar?)... E além disso dá um toque de populismo apelando pros amiguinhos. Não é nem "A Dilma me apoia" (até porque o PT apoia o Fruet), o negócio é "Eu sou amigo pessoal do Lula", só faltou chamar de "brother", assim como também é amigo pessoal do Malafaia e de outros com quem andou passeando pelo Sítio Cercado (onde inclusive andou vomitando algumas bobagens sobre "o que não gostaria que sua filha visse quando crescer..."). Além do horror de ter começado a falar em "aumentar o contingente policial", quando perguntado "como ia cuidar das pessoas que sofrem de dependência química" Partido nanico de um apelo conservador muito forte e coligação meio esquisita, que reúne gente que supõe-se que pensa bem diferente (tipo PC do B e PT do B), lembram quem venceu a eleição nacional desse mesmo jeito no ano que eu nasci?! A catástrofe dele ganhar aqui vai ser a mesma de o Russomanno ganhar em SP. Quem achava o PSDB "ultrarreacionário", espere só até ver esse cara na Prefeitura.

Luciano Ducci-



Acho sinceramente que ele não vive na mesma cidade que nós, talvez em algum disco-voador ou coisa assim. Prefeito, o Jardim Terra Santa não fica no Pinheirinho, fica no Tatuquara, e não, as casas não são todas feitas de alvenaria, e a população lá não se sente tão segura (talvez ele não descobriu porque lá não tem Street View). Tudo bem ele ter aquele jeitinho pastoso que não inspira confiança em quase ninguém, aí é uma coisa, agora não ter personalidade própria é outra, ficar se encostando na imagem dos "amiguinhos" é total falta de hombridade. Realmente, e daí que a cidade ficou parecendo um "canteiro de obras"? Cadê o resultado prático de tudo isso (que supostamente faria valer o transtorno de algumas que são intermináveis)? Ou enquanto aparecer ta valendo?!

Gustavo Fruet-



Tudo bem que ele é novo na turminha do PT e talvez não tenha entrosado muito ainda, mas até os ex-colegas dele do PSDB lembram que a Gleisi não é mais senadora. MUITO fraco mesmo em termos de carisma e passar confiança, faz o tipinho de bebê chorão que mudou de turma porque não deixaram ele jogar bola no time da rua. Não é surpresa que venha caindo cada vez mais: Os eleitores do PSDB, que sempre votaram nele, agora acham ele um vira-casaca traidor de uma figa, e os eleitores do PT desconfiam, e muito, das boas intenções do "recém-convertido". Mas dá pra parabenizar o cara por ter conseguido uma façanha: Reunir o que tinha de pior na campanha do Beto Richa (essa coisa de ficar sacudindo o defunto do pai por qualquer coisa, apelando pra a velha mentalidade de "capitania hereditária" da maioria) e o que tinha de pior na do Osmar Dias (essa pelação-de-saco enjoativa pro governo federal, inclusive não perdendo a oportunidade de meter o governo Lula, a Dilma e a Gleise no meio da conversa). Pra quem é a favor de qualquer uma das duas maiores forças partidárias do Brasil, ele deve ser uma tremenda decepção, pra quem é contra elas, ele não deve passar de um fracasso já pré-anunciado.

Rafael Greca-



Ele ganha em três pontos que são muito importantes (ou pelo menos deviam ser): Tem bastante conhecimento técnico útil pra uma cidade que precisa ser urbanizada e reurbanizada constantemente que nem Curitiba, já fez algo de não-descartável por aquela parte da cidade que não é todo mundo que lembra que existe (palavra de quem vai trabalhar no Bairro Novo quase toda semana), e é uma pessoa de personalidade própria. Ao contrário dos dois candidatos apoiados pela situação estadual e federal, conhece muito bem os espaços da cidade, e tem algumas propostas de mobilidade que na prática são bem mais inteligentes (como as novas trincheiras, e fazer o metrô sobre a terra, o que sai muito mais barato, termina muito mais rápido, e causa muito menos transtorno para o cidadão). Só que pega mal ficar fazendo poetismo com Francisco de Assis no debate, né candidato?! Assim como chamar Sócrates de "nosso companheiro do PMDB de Atenas" (tem gente que cora vendo isso). Embora ele tenha experiência o suficiente pra não deixar ninguém meter o dedo na sua gestão, a aliança com o Requião pega mal: Em parte porque antes ele foi do grupo do Lerner (embora seja um dos poucos que tenha dado uma justificativa razoável para o seu rompimento, ao contrário do Gustavo Fruet), adversário mortal do Requião, e em parte só pelo Requião ser o Requião. Outros problemas para essa candidatura são o fato de grande parte dos eleitores já estar na faixa do facultativo (uma velha guarda curitibana, principalmente da zona sul, que é grata a ele por ter vivido ali antes da gestão dele), e da cara de passado que ele tem: Ele vem crescendo, mas acho que vai ser difícil que tire da boca do povo aquilo que a gente mais ouve por aí sobre ele: "Já deu o que tinha que dar...".

Bruno Meirinho-



Linguagem muito empolada e cheia de academicismo pra quem se põe como "defensor das classes populares", além do que, levanta aquela velha questão: Será que alguns partidos de esquerda realmente não percebem que tentar dizer pra população que tipo de consciência ela deve ter, e botar o trabalhador como uma eterna vítima estática de um sistema opressor não funciona? O trabalhador não precisa da boa-vontade (e em grande parte desconfia dela) de um membro da "elite-intelectual" que pegue na sua mãozinha para guiá-lo aos caminhos de um modelo de "sociedade justa e igualitária" que também foi pensado pela mesma elite. Isso é puro colonialismo ideológico de gente que se autodeclara "defensora dos fracos e oprimidos" e depois se acha suficiente pra chegar pro trabalhador e dizer: "Eu sei o que é melhor pra você... E se você não se engaja na minha luta, você é um alienado do sistema", era melhor deixar de lado tanta bandeira e chavão ideológico-teleológico (coisa que interessa muito mais pra elite juvenil que convive muito mais com esse tipo de discussão de mesa de Casa Verde do que com as dificuldades práticas da vida curitibana) e começar a pensar a coisa por um viés mais pragmático. Seria um sinal de mais respeito e aproximação das pessoas. No mais, a demagogia do PSOL mais uma vez é MUITO fraca, e esse slogan de campanha "Gente é Pra Brilhar" parece que quanto mais repete pior fica.

Carlos Morais-



Completamente RIDÍCULO!!! Eu jamais pensei que alguém pudesse chegar a esse ponto. Ainda bem que o cara não tem nem um por cento dos votos. Não basta o cara ser de um dos últimos partidos da "direita muito direita" (aquele do Aerotrem), o cara tem que demonstrar isso da pior forma possível e falar as coisas mais estapafúrdias, e graças a Deus inviáveis. Acho que o tal "alimento espiritual", do qual ele falou umas três vezes, tava meio passado do ponto e começou a dar alucinação na cabeça desse tecnocrata fracassado. Primeiro essa proposta absurda de transformar a educação pública (e quem sabe a cidade inteira) em Big Brother, o que, além de inconstitucional, é extremamente autoritário e economicamente impossível tanto em matéria de instalação como de manutenção. Segundo o discurso machista-babaca, ou vice-versa, quando falando que para a mulher "maior violência que apanhar do marido, é perder ele", e a ENORME idiotice, sem fonte, é lógico, de que "o homem tem uma visão central, de mira, voltada a um foco, enquanto a mulher tem a visão mais lateral, porque tem que cuidar dos filhos". Terceiro a ideia completamente absurda de transformar presídio em colégio de freira, levando "padres e pastores" pra dentro da cadeia porque "apesar de o trabalho do psicólogo e do assistente social ser importante, ninguém sai da criminalidade sem alimento espiritual". E depois, ainda por cima, se deu ao luxo de xingar a própria emissora na qual estava falando porque "não tinha sido convidado pro debate". Definitivamente, esse é o pior candidato que eu vi na minha vida.



... Esse ano a coisa tá mesmo difícil...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Chess




Always remember: After a chess match, so the pawn as the king end in the same box...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Quinto Cavaleiro do Apocalipse - The Fifth Knight of Apocalypse


E eis que ficamos sabendo que

Há pouco tempo atrás

Ressurgiu da lama suja

Aquele que, como sempre, é inconveniente

E sabe de tudo muito depois do que deveria

E como sempre choraminga a sua "injúria" na hora errada

E no ponto errado

 Aquele que pra festa do Apocalipse chegou atrasado

E sendo que era pra ser Quinto Cavalheiro

Seu nome é "O Fracasso"

Que tem um fedor forte bem marrom-amarelado

E ao invés de um cavalo monta uma mula manca

Que até zurra desafinado

Num trotar quase bêbado, e seu relincho é um espasmo

Ele não carrega nada na mão como os outros quatro

A não ser o bolo da própria imundície

Que na raiva de frustração e inveja ele arremessa

Mas que sempre pinga pro lado errado

Ninguém mais sentirá pena ao ouvir o choro descompensado

Desse que, à luz das notícias que um passarinho-urubu contou

Chora numa ladainha escandalosa 

O seu olho gordo furado

Que na verdade era só um cisco velho

Mas o sujeito é mesmo um fraco

Melindroso

Exagerado

E assim se vai o que era pra ser o Quinto Cavaleiro

E o nome dele é "O Fracasso"

Aquele que pra festa do Apocalipse chegou atrasado

Mas também quem ia ligar pra isso?

 Ninguém atrasa a cerimônia pra alguém...

Que nem foi convidado.


And now, we got aware

Few days ago

Rose from the mud

That one who, as everytime, is inconvenient

That one who, as everytime, knows everything out of real time he should

And as everytime, he gets offended and weeps 

At the wrong time, and wrong place

That one who arrived to Apocalypse's party out of time

And since he was supposed to be the Fifth Knight

His name is "Faillure"

He has a rotten-brown smell

He doesn't ride a horse, but a lame donkey

That squeals tunelessly

In half-drunk steps, it neighs a sound which is almost a spasm

He doesn't carry anything on his hands as the four others

Only his own dirt, which he throws over others when he is angry

But it always hit the wrong side

Nobody feels pitty on him, while listening for his cry

He, the one who always weeps in a loud cry

The news that a vulture bird brought

He cries for his fat eye, that has been perforated

Actually, it was just an old speck of dust

But he is so weak, fastidious, exaggerated

And then, there goes that one who was supposed to be the Fifth Knight

And his name is "Faillure"

That one who arrived to Apocalypse's party out of time

But who cares about it?

Nobody would delay the ceremony for a person...

Who was not even invited.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Yeast Tea

                                       


Some "experienced" people should buy some yeast, make a tea and drink it, because it's already out of time to grow up. For God's sake! ¬ ¬

sábado, 19 de novembro de 2011

Algo Mais Além da Consciência

 




Esse termo "Consciência Negra" pode ser tão racista. Como se a grande comunidade de ascendência subsaariana tivesse que ter consciência homogênea e simplista de um suposto "lugar social" ao qual seria confinada. Uma vez, assisti um famoso apresentador de TV dizer para um ator negro antes de lhe conceder um prêmio: "Este é um grande profissional, que tem consciência da sua raça", não sei se mais pelo "raça" que pelo "consciência", isso soou tão absurdo. Pareceu que o infeliz do apresentador estava querendo dizer algo como "... Ele sabe se por no seu lugar". Além do que, é um termo massificador e simplista, pois a partir do ponto em que se estabelece um conceito específico de "consciência" para uma comunidade, se abre espaço para tentativas intrusivas de determinismo sobre o que os membros desse grupo devem seguir, defender e ter como opinião (como faz aquele indivíduo que se acha no direito de dizer a um índio que ele não é índio porque ele usa shorts). Ao invés de institucionalizar um nome desses ao feriado, por que não falar mais dessa data um feriado em comemoração à Cultura Afrobrasileira? Além de mais sensato, é mais bonito. Ou será que em algum lugar do mundo existe um país que condena o racismo no seu devido lugar de crime, mas mascara um racismo institucional até mesmo no feriado?

sábado, 6 de agosto de 2011

Vivendo Intensamente/ Living Intensely



 Em tempos como esse, em que divas patéticas, cheias de uma tal de "atitude" encontram por acaso um fim inesperado para a sua imortalidade, mais chamam a atenção essas boas dezenas de caras bochechudas dando a elas o mesmo epitáfio: 
 "Se morreu assim, é porque viveu intensamente". Vendo liberdade no afogamento entorpecido, na atrofia do gozo espontâneo e do sorriso natural em um punhado de substâncias beneficiadas, achando que "abrir a mente" não é mais que inundar a consciência no sumo de uma folha amassada numa mistura fecal. Jovenzinhos que não vêem o preço do tal "barato", que sai caro, e nesse "barato" abandonam em folhas, goles, pós e pedras a capacidade de se alegrar por si, de sentir um prazer livre que já lhes foi dado de nascença. Vão seguindo, confundindo o egocentrismo com "atitude", achando que a overdose é a sobredose da vida. Que vida?

 Vi uma legião de adolescentes de 15, 21, 28, 34, 40 ou quase 50 anos, sentados no meio fio, tocando dois ou três acordes de "Light my fire", cantando de forma balbuciada um refrão que grande parte nem sabe o significado. Pedestalizando meia dúzia de jovens egoístas, que fizeram "glória" de sua definha, para inutilmente protestar contra um "sistema", por meio de entorpecentes que são em essência as nefastas especiarias desse tal "sistema", para agredir uma tal "burguesia", que em grande parte das vezes os pariu pro mundo. E no fim dos argumentos, simplesmente usam o mote "eu faço o que eu quero e isso que importa". Tão frágeis que condenam a si mesmo por uma sensação instantânea, no começo "usam porque querem", no final "não param nem se quiser". E aí estão os autômatos sombrios que vagam na rua. Alienados da própria vontade, seguem na mesma até o final, e com uma faca na mão, o sal de quem trabalha não vale o seu prazer, a vida humana não vale mais que o seu "barato". Aquele que só pede ajuda quando já submerso na lama imunda do charco, não será ouvido num mundo tão cheio de ruídos bobos.

Se teus heróis morreram de overdose, infeliz de você...

 In our times, when pathetic divas, full of a supposed "attitude", accidentally find an unexpected ending for their imortality, i prefer to pay more attention to these several dozens of cheeky faces giving them the same epitaph: "She/he died this way, because lived intensely". They see liberty in a numb drown, in the atrophy of their natural smile and espontaneous joy inside a bunch of toxic substances, they think that "opening the mind"  is no more than flood their own brains in the smoke of a leaf, smashed on a shity mixture. These youngsters don't see the real price of their inebriation, and it's not cheap, and for this inebriation they abandon in smokes, sips, powders and "rocks", their capacity of feeling pleasure by theirselves, their capacity of feeling a free pleasure that was given to them by birth. They keep mistaking egocentrism with "attitude", thinking that overdose of drugs is the same as overdose of life. What kind of life?I saw a legion of teenagers, at 15, 21, 28, 34, 40 or 50 years old (yes, there are a lot of "adulteens"), set on sidewalk curbs, playing two or three chords of "Light my fire", and stammering a chorus than most of them don't even know what means. They worship a half-dozen of selfish idols, who made their "glory" over their own decay, for vainly protesting against a "system", using that drugs, which are, by itself, the nefarious spice of this system. They do it to attack a supposed "bourgeoisie", that most of times is precisely who brought them to this world. Then, at the end of the debate, they say: "I do what i want to do, and this is what really matter". They are so weak, than condemn themselves for an instantly sensation. At first, they say: "I use it because I want to", and in the end they can't stop using it not even if they'd want. So these are those "zoombies" who wander through the streets at night. Alienated of his own will, they keep this way until the end, and when they are holding a knife on their hands, a worker's sweat is not so important for them as their inebriation, even human life becomes not so important for them. Those who ask for help only when already drowned under the dirty mud of the swamp may not be heard in a world full of foolish noises.If your heroes died by overdosis, what a pity of you...

 En tiempos como ahora, cuando pateticas divas, llenas de una presunta "atitud", encuentran sin querer un fin inesperado pra su imortalidad, me quedo mas atento a esas muchas faces cachetudas dándoles el mismo epitafio: "Si ha morrido así, es porque vivió su vida intensamente". Son personas que ven libertad en un ahogo entumecido, en la atrofia de su sonrisa natural, de su alegría espontánea en media-docena de sustancias estupefacientes. Ellos piensan que "abrir a la mente" no es mas que inundarla en el humo de una hoja aplastada en una mezcla hecha con mierda. Eses jóvenes no ven el verdadero precio de su embriaguez, y que no es barato, y por esa embriaguez, abandonan en humos, sorbos, polvos y piedras, su capacidad de alegrarse por si mismos, su capacidad de tener un places libre que les fue dado desde su nacimiento. Siguen confundiendo egocentrismo con "atitud", piensando que sobredosis de narcorticos sea lo mismo que "sobredosis de vida". ¿Qué vida?

 He visto una legión de adolescentes, de 15, 21, 28, 34, 40 o 50 años, sentados en el bordillo de la acera tocando dos o tres acordes de "Light my Fire", y tartamudeano un coro al cual muchos ni siquiera conocen el significado. Veneran a unos pocos ídolos egoístas, que hicieran su "gloria" sobre su propia decadencia, para vanamente protestar contra un cierto "sistema", utilisandose de las drogas que son la esencia vil de ese mismo sistema. Hacian eso para atacar una "burguesía" que en grande parte de las veces eran sus propios padres. Entonces, al fin de los argumentos, simplemente dicen: "Hago eso porque quiero, y es eso que importa". Son tan debiles, que condenanse a si mismos en cambio de una sensación de placer efemero. En primer lugar ellos dicen "Las utiliso porqué quiero", despues no pueden dejar de usarlas ni quierendolo mas que todo. Asi, tenemos los autómatos que deambulan por las calles. Alienados de su propia voluntad, asi siguen hasta su fin, y si tienen un cutillo en su manos, entonces el sudor de un trabajador no vale tanto como su embriaguez, no mismo la vida humana vale, para ellos, tanto como su embriaguez. Aquellos que piden ayuda solamente cuando ya se encuentran ahogados en el barro inmundo del pantano, saben que es poco probable que sean oidos en un mundo tan lleno de ruidos inutiles.

 Si tus héroes murieron de sobredosis, que lastima de ti...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mirror





Já rompeu-se à maioria dos homens o delírio de que se tira algum mérito de um punhado de anos a mais nesse mundo perecível. Numa tal "pós-modernidade", onde os grandiosos ideais e "bens-maiores" foram se estabacando ladeira abaixo, levando consigo as pobres vidas sacrificadas em seus holocaustos e expurgos pela "causa", já não se pode chamar qualquer coisa de "evolução", qualquer coisa de "razão", qualquer coisa de "maturidade", qualquer coisa de "certeza". 
 Aspas não são confiáveis, pois são postas por outros em torno de uma face. Por vítimas de uma realidade cheia de poeira de escombros, para quem mais aconchegante é o véu da imaginação por cima da realidade, porque esta é demasiado abstrata, díficil, sem graça e sem sonho pra se aceitar. 
 Já não há como fazer que vejam aquilo que está à sua frente, por trás das grossas lentes de suas fantasias, que lhes serviram, servem e servirão, cômodas, por mais 25, 30 ou quem sabe 40 anos. 
 E tua face, deixa que ela seja para nós uma simples folha de papel cândido, onde a gente pode desenhar o anjo, o bicho ou o monstro de acordo com o que for conveniente, e guardar essa forma lá no fundo, não sabendo a verdadeira figura que habita sob esse nosso querido rabisco...


 Ah, por menos que valesse o mundo, a vida ainda assim não tinha preço.


EKKILENGURMANNA


1330

terça-feira, 5 de julho de 2011

Céu de Índigo









Um céu de Índigo e lua cheia

Cheia e azulada, o que é sinal de chuva
Seis meses a puseram em linha e centro após o eclipse
E após vinte um anos, dá início à mutabilidade
Na qual Pólux por amor e sacrifício, descansa
Para que se levante e possa viver o irmão Castor
Por consenso de Júpiter que a partir de agora passará a ser o grande exaltador
Até mesmo que alcance e supere o Nodo Norte
Mercúrio, regente, também sofre dessa mutabilidade
Vendo a Lua, vizinha, reivindicar a sua parte
A mesma Lua leva a mais seis meses de exílio toda a imagem da cabra Amaltéia
Conduzindo-a até sua queda sob Júpiter
À esquerda da Lua
Exilada se encontra
Essa mesma imagem pânica de Prima Giedi 
Sobre o mundo terreno não passa apenas de um vulto alheio
Cujos cantos repetidos nunca são o suficiente
Para dar-lhe a evolução e o reflexo que busca com tanta aflição
Pois apele às baixas ou altas almas
Se encontra ainda presa à Terra, e não pode escolher quando deixá-la
E á direita da Lua, qual estrela brilha mais
Que Alpha Leonis, o Coração de Leão?
E forma uma esfera avermelhada em torno de si
Dizendo que já é tempo



Centanni